Ela trabalha duro pelo seu dinheiro.


Com já diria titia Donna.

Estava lá eu olhando meus e-mails, LinkedIn me perguntando se eu conheço um monte de gente... me deu preguiça.
Hoje é meu dia de folga e, resolvi atualizar esse bendito blog.

Falemos então de trabalho, pq eu ainda não sou uma blogueira de sucesso ( haha!) que pode viver do seu blog. Não digo que seja um trabalho menor ou que meu trabalho seja ruim ou qualquer coisa assim, mas seria uma ocupação que eu gostaria muito de ter. Anyways... Voltemos ao tópico.
No Brasil, eu era professora de Artes Plásticas, na Rede Pública Municipal do Rio. Eu gostava do que fazia? Sim! Muito! Inclusive está nos planos voltar a dar aula para as crianças. Ainda não sei quando nem como, mas está ali na lista. Aqui, eu sou chef de confeitaria júnior numa empresa de buffet e eventos.  

Há momentos em que vc só quer um pastelzaço! 

“ Ai que lindo, Mari! Vc deve fazer aqueles bolos maravilhosos, de 5 andares, cheio de flores...”
Não. Queria... mas não. 
Aquela selfie no banheiro do job, num dia de calor insuportável! Me salva, Rodin!

O que eu faço é... Num dia normal, dependendo da quantidade de eventos, 400 biscoitinhos, tortas, tortinhas e tortões.  Tem também os dias leves e os dias “pqp!*”.
Mas nem sempre foi assim... Esse é o meu quinto emprego aqui no Canadá. Eu já trabalhei servindo mesa e limpando banheiro, trabalhei em bufê com gente louca, trabalhei em restaurante “natural, porém cheio de aditivos”, já trabalhei com chineses...
Não sei se foi só comigo, mas havia momentos em que eu tinha que segurar o riso e/ou simular demência. Vou deixar isso para o próximo post.

A diferença que eu vejo é que aqui trabalha-se muito ou pouco. Tem gente que tem 2 empregos, tem gente que já incorporou o que seriam horas extras com a sua jornada de trabalho, da mesma forma que tem gente que recusa hora extra, que só trabalha meio período. Vejo também que há muitas vagas de trabalho que o canadense não quer pois acredita que o salário é baixo demais para o quanto ele investiu em educação ou pelo simples fato de não querer trabalhar com aquilo. Aí abre-se aquele buraco: há vagas sobrando, “faltam pessoas”, mas, por outro lado, os salários oferecidos continuam baixos, principalmente em cidades com o custo de vida alto, como Toronto.

Segue o baile!  

*É quando eu entro as 7h30 a.m. e saio, sabe se lá Deus que horas, para estar de volta as 7h30 a.m.


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