Samba do avião
Faz
exatamente um mês desde a última postagem.
Como esse aqui (ainda) não é um blog patrocinado e eu (ainda) não sou uma blogueirinha,
esse é um dos luxos que posso me dar. Escrever por prazer.
Eis que tínhamos,
eu e digníssimo, uma viagem programada para o Brasil. Eu queria fazer surpresinha
pra algumas pessoas queridas, logo nada nas redes sociais e muita engenharia
para acertar horários. Dia 29 de abril, malas prontas, muambas idem, animação
para 2 trechos: um de 3 horas, de Toronto pra Miami e outro de 8, de Miami pro
Rio.
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| Partiu, de metrô mesmo. Com mala, malinha e maleta! |
O primeiro foi de boas... aquela coisa de não servir nem um amendoim, só na base dos bebíveis mesmo. Tirando o "animado" grupo , ao qual pertencia essa senhora que curte sentar em posições não ortodoxas e me deu umas 15 bundadas enquanto fazia alongamento.
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| Jovem tocando o zaralho em coletivo, ok. Mas você já viu gente de seus 50 anos? |
A merd*
toda foi nas terras de Trump.
Já começa com aquela maluquice de tira roupa, tira sapato, tira relógio, passa no raio X, apita, tira cordão, passa novamente somada a uma zona que só consigo
definir em termos cariocas: Rodoviária Novo Rio, 6 da tarde, sexta antes do
Carnaval.
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| Vê se Miami não passa pela Novo Rio... |
O caos.
Gente para caramba e só meia dúzia de agentes,
mais cansados que mãe de trigêmeos, visivelmente put*s da vida. Todo mundo tava
put*... e quem não estava put*, estava putass*!Voo cheio... Miami, né? No meio do povo que gasta no cartão e depois a gente vê, um monte de criança e a Mart’nália.
Eu só queria que todo mundo sentasse, o avião subisse, aquele dilema “chicken or pasta”, escovar os dentes, mandar aquele belezol pra dentro e em 8 horinhas descer no Rio. Apenas isso. Nada demais.
A cada hora era uma desculpa diferente: problema mecânico, problema no ar, falta de piloto, falta de pessoal de bordo, mala de gente que não conseguiu embarcar, avião que não estava na posição... Nessas horas, surgem uns 20 engenheiros de voo, uns 15 palpiteiros e 30 que “vão processar”... e o avião não subiu. Toca geral sair do avião... um vuco-vuco só, um zilhão de informações desencontradas, criança chorando, marmanjo putass* e eu só querendo chegar no Rio.
A p*rra do voo atrasou 14h. Qua-tor-ze-ho-ras!
Acabamos por ficar naquele aeroporto cafona. Sem um banho, sem lugar pra descansar, com 2 vales de 12 dólares e todas as opções de comida fechadas. Só me restou por meu chinelo, jogar Pokémon e fazer uns Stories pro Insta.
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| Até a casa de praia de Iguabinha é mais bonita ! Não contei com os Romero Britto pois dói meus olhos... |
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| Pelo meio do caminho havia uma expo do Carybé! A única coisa que salvou da cafonice total |
Depois de 14h, um café da manhã absurdamente bom que 24 doletas pagaram muito bem, o voo saiu. Chegamos p-o-d-r-e-s de cansados, porém felizes!
O que eu tirei disso?
Que aquela máxima de não contar planos pra ninguém, pra não sofrer com olho gordo é o maior caô!






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