O Rio de Janeiro (ainda) continua lindo!

Depois da saga pra chegar no Rio, eu queria 4 coisas: ver Malou, comer açaí, ir ao salão e encontrar meu povo. 
Como é que são os bichos... fiquei quase 2 anos fora e depois de uma meia dúzia de assovios, Malou pula em mim! Lambe a minha cara, sai correndo pra pegar os brinquedinhos pra me mostrar. Cara... cachorro é muito amor! 

Como chegamos dia 30 de abril, quase meia noite, as 3 outras coisas ficavam meio inviáveis naquela hora e porque eu queria mesmo era um banho e cama.
Engraçado que eu fiquei na casa da minha mãe, no meu antigo quarto e olhar aquela vista que me acompanhou por 30 e poucos anos... me deu um chororô danado! Deve ser porque aqui em Toronto não tem montanhas, morro... no máximo uma ladeira. Estava sentindo falta da geografia do Rio.
Tijuca ❤


No dia seguinte, eu precisei sair. Mesmo sendo feriado e com uma certa resistência da parte de mamãe, lá fui eu pro shopping. Ia ver também se conseguia um chip de celular.
Calorzinho delícia na rua! Tinha acabado de tomar banho e já estava suando!
No caminho, graças ao bom Deus, a lojinha de açaí estava aberta! Já lancei um de 500 entupido de morango.
Como tiveram mudanças nas linhas de ônibus, eu precisei dar um confere com o piloto:
“ Aí, meu consagrado! Esse para perto da quadra da Vila?’’
“Passa sim, colega!”
Subi. Essa interação, meu bem, não tem no Canadá. Lá fui eu, feliz com meu açaízão, só ouvindo o piloto dando o itinerário pro piloto em treinamento:
“Vai marcando o caminho, rapá! Agora tu vê ali, na esquina, a vidraçaria... Tu já sabe que é a Gonzaga Bastos...Tu vai entrar nela e seguir...”
Parece bobagem, vai ter gente que vai torcer a cara, mas como é bom ouvir carioca falando! Jesus amado!
E nesse pequeno trecho, entre a minha casa e o shopping, deu pra matar a saudade da Tijuca! Tudo pertinho, muvuca, camelô... um fervo só!

As vezes, a gente só precisa de um certo distanciamento pra perceber o quanto essas coisas fazem parte da gente, e quanto essas coisas importam. Por mais que eu esteja longe, essa cidade vai dentro de mim. Sabe-se lá o que o futuro guarda...

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