É tanta opção...



#International
Logo depois que chegamos de Toronto, em 2015, começamos a ver onde eu iria estudar.
Como a possibilidade da Enfermagem aqui estava descartada e a Padaria se apresentou como opção viável, comecei a buscar a instituição para me inscrever.
Haviam alguns requisitos a serem preenchidos, de acordo com o programa que escolhemos. Basicamente eram:
·     Instituição pública, credenciada com o Governo Canadense.
·     Na cidade de Toronto/ Fácil acesso com transporte público.
·     Bem ranqueada/ Boas instalações.
·     Com suporte a estudantes internacionais.
·     Anuidade.

Buscando pelo curso, eu tinha 3 opções: Centennial, George Brown e Humber. Todas aparentemente muito boas, com estruturas bacanas e igualmente públicas e credenciadas.
Centennial e Humber esão localizadas em áreas bem isoladas do centro da cidade. Para mim, isso não seria um grande problema, todavia existe o fator neve. Pegar dois ou três ônibus quando está -20 com vento, acredite, não é tranquilinho. Ponto para a George Brown, que é mais central.  
Já tinha informações sobre como a Centennial não era assim muito amigável no que toca estudantes internacionais e um tanto bagunçada no quesito administrativo. George Brown e Humber eram neutras para mim.
Aí temos a anuidade. Ai, meu coração! Eu já estava entre a George Brown e a Humber. Tendendo mais para a primeira do que para a segunda. Como a diferença entre valores era pouca, fiquei com a George Brown.
Comecei o processo de inscrição. Paguei a taxa de inscrição e teria um prazo para fornecer a documentação necessária, devidamente traduzida e a prova de proficiência na língua. O que foi um outro capítulo.
Provas, provas e mais provas.
Essa parte quase me fez ter um treco. As provas de proficiência aceitas pela George Brown eram o IELTS e o TOEFL-iTB.  Eu já havia tido uma experiência com o TOEFL-iTP e tinha sido bem tranquila. A diferença seria na prova oral, que seria feita com um computador. Estudei, marquei a prova e lá fui eu, toda pimpona, fazer a bendita.
Ca-ce-ta. Me sentia como se estivesse no teleatendimento da NET. Eu já não gosto muito de falar com gente desconhecida, no entanto falar com máquina é pior! Foi horror atrás de horror! Eu precisava de, no mínimo, 20 pontos em cada parte (leitura, escuta, escrita e oral), fiquei por 2 pontos na escrita e 1 na oral. Estudei mais um pouco e fiz novamente. Bum! Por 1 na leitura e 1 na oral.  
Fiz a terceira e derradeira vez. Saí da prova e liguei para o Tiago, já me desmantelando em choro. Já não tinha mais estrutura mental para fazer essa prova uma quarta vez, e a gente teria que ver outra opção. Foi uma semana em animação suspensa, imaginando mil e um cenários possíveis, com a cara estourando de acne, dor de barriga e desespero até sair o resultado. O resultado saiu, eu consegui a nota.
             Já tinha a nota, a documentação, o pagamento. Tudo enviado. Agora só me restava esperar a cartinha.
Acabou? Claro que não. Segue o baile!

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