365 dias
![]() |
| Última troca de mensagem no Brasil. |
Deixar uma vida e começar outra é duro. Não basta querer e ter dinheiro.
Lembro de estar com o Chico cantando na minha cabeça: Vai, meu irmão / Pega esse
avião / Você tem razão ... e pensando no fato de eu estar pegando um avião,
várias pessoas me falando que eu tinha razão e outras que eu era muito
corajosa.
Fato é que não estava sozinha. Tenho ao meu lado o Tiago, meu maridón. Esse cara com quem eu divido a vida, a alegria, a tristeza, a pizza e meia dúzia de piadas toscas. Temos também uma família muito querida e uma rede de amigos incrível!
Fato é que não estava sozinha. Tenho ao meu lado o Tiago, meu maridón. Esse cara com quem eu divido a vida, a alegria, a tristeza, a pizza e meia dúzia de piadas toscas. Temos também uma família muito querida e uma rede de amigos incrível!
Uma das coisas que eu e Tiago
tínhamos em comum era a vontade de sair do Rio. Desde que começamos a namorar, fomos
ganhando pequenos empurrões da vida, tais como: disparo da violência na cidade,
os preços quase proibitivos, estagnação profissional... Enfim, a pouca
perspectiva de melhora foi o grande empurrão.
Em 2015, viemos visitar um dos
grandes amigos de Tiago. Pedro, já estava aqui há um bom tempo, junto com
Fernanda. Posso dizer que foi ali que tivemos certeza que Toronto era para nós.
Chorei horrores no vôo de volta e tive de Tiago a promessa de que voltaríamos
logo. Dois anos depois, lá estávamos nós, indo
de mala e cuia.
E cá estamos. Depois de 1 ano aqui
em Toronto, posso dizer que 3 palavrinhas foram fundamentais: Motivos,
Planejamento e Escolhas.
O que rolou nesse meio tempo? Coisa
pra caceta.
Já tínhamos a motivação para sair da zona de (não tão) conforto e abraçar essa empreitada. Era hora de por a parte operacional em prática. Começamos com as informações dadas pelos nossos amigos que já estavam aqui e lendo os relatos de outros brasileiros.
Já tínhamos a motivação para sair da zona de (não tão) conforto e abraçar essa empreitada. Era hora de por a parte operacional em prática. Começamos com as informações dadas pelos nossos amigos que já estavam aqui e lendo os relatos de outros brasileiros.
Eu dedicava pelo menos 3 horas por
semana lendo blogs pessoais, páginas só sobre imigração e a página do governo
canadense. Isso foi importante pois ajudou muito a nortear nosso processo e
fazer algumas boas escolhas. Vimos que o leque de possibilidades para imigrar
era vasto, mas que algumas opções eram comprometidas pela nossa idade, por envolver
um longo tempo em alguma província ou por já termos pisado no Canadá. Existem ótimas consultorias e agências, mas, (novamente
escolhas!) o fator grana pesou então fizemos o processo sozinhos, sempre nos
baseando nas fontes oficiais.
Foram 2 anos de pesquisa intensa, estresse, chororô, mudança de planos... Exigiu muito de mim, do Tiago, das pessoas mais próximas de nós. Vi que para cada ‘’Vocês são doidos! E se não der certo?’’ havia mil ‘’Que irado! Vão sim!’’.
Foram 2 anos de pesquisa intensa, estresse, chororô, mudança de planos... Exigiu muito de mim, do Tiago, das pessoas mais próximas de nós. Vi que para cada ‘’Vocês são doidos! E se não der certo?’’ havia mil ‘’Que irado! Vão sim!’’.
Nesse 1 ano de Canadá, completado
hoje, vejo que a dureza de uma mudança vai cedendo com o tempo, na mesma medida
em que você vai ficando mais forte. As coisas vão se encaixando, ao seu tempo.
O duro é a saudade. Essa não encaixa nunca.


Comentários
Postar um comentário